Unidade Temática II
Novas tecnologias e o Mundo do Trabalho
Novas tecnologias e o Mundo do Trabalho
Por Rosana Miyashiro
As invenções tecnológicas (desde a utilização da energia à vapor até a eletricidade e automação com uso da informática) definiram novos tempos e ritmos de trabalho. No início da Revolução Industrial, o homem altera pela primeira vez a relação direta entre as condições naturais e a produção material.
Isto é, se até esse momento as condições de produção dependiam das habilidades individuais do trabalhador (por exemplo, o artesão), que dominava o conhecimento de todo o processo de produção; das condições naturais para a definição do local da produção (por exemplo, a existência de um rio para movimentar os moinhos); do tempo cronológico definido pela natureza, etc., com a Revolução Industrial os limites naturais são quebrados e temos, assim, uma transformação radical na sociedade .
A introdução da maquinaria possibilita a materialização de uma nova divisão social do trabalho, marcado pelo trabalho social (coletivo e parcelado) e pela universalização da produção (as tecnologias permitem que o local da produção não prescinda das condições naturais). Podemos destacar que a produção em série é um marco na ruptura da organização do trabalho anterior.

Inovação tecnológica - uma das marcas de todas as revoluções industriais
A 3ª Revolução Industrial ocorre em meados dos anos 1970, conhecida como Toyotismo por ter sido implantado na fábrica da Toyota no Japão, marcada pela introdução da informática, robótica e telecomunicações para uma produção flexível e trabalho polivalente em equipe. Observamos neste contexto a eliminação de vários postos de trabalho, ou seja, diminuindo sempre o número de trabalhadores.
No período anterior, denominado de Fordismo, o trabalho era marcado pela linha de produção com um processo altamente controlado, com tarefas repetitivas e cronometradas. Neste modelo o trabalhador era associado a mais uma engrenagem da máquina, muito bem representado no filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin.
Se exigia uma qualificação profissional do trabalhador focado no domínio da técnica de determinada profissão - por exemplo, de torneiro mecânico - e valorizava-se a disciplina com o cronômetro e a disposição do trabalhador em ficar horas executando a mesma tarefa. No entanto, várias mobilizações e greves marcaram este período, onde os trabalhadores organizados em sindicatos lutavam para conquistar melhores condições de trabalho.
O trabalhador fordista como apêndice da máquina
Já no modelo de produção flexível (Toytotismo), propõe-se uma mudança na gestão do trabalho, que busca a adesão do trabalhador a este modelo e, por esta razão, exige-se novas qualificações profissionais marcadas pela valorização da competição entre os trabalhadores, o que resulta no maior individualismo. O que, na prática, tem enfraquecido as conquistas coletivas de direitos.
Toytotismo: os computadores adentram ao mundo do trabalho
E o que significa isto para nós, trabalhadores e trabalhadoras?
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